Nota de Abertura
Tiro as minhas idéias de várias fontes, tais como: blogs, sites, livros, revistas, receitas antigas de família, etc.; mas também, de pratos que vou degustando em casa de amigos, restaurantes, etc.
Tenho o defeito, ou a virtude quiçá, de normalmente cozinhar “a olho”, pelo que me é difícil apresentar receitas da forma tradicional, mas, acreditem, o resultado é quase sempre muito bom.
O maior desafio que um cozinheiro tem no seu dia-a-dia é abrir o frigorifico ou a despensa, e com o que lá está elaborar uma refeição deliciosa. Não é fácil, mas é um desafio que assumo quase diáriamente em casa.
Espero que gostem e fico à espera de comentário e sugestões.
Bem hajam.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 31 de março de 2010
Páscoa
O almoço de domingo de Páscoa era quase um ritual litúrgico no qual, a seguir à missa, estava a família toda à mesa a degustar uma cabidela de leitão quando chegava o bacorinho assado pela Preciosa em forno a lenha mesmo ali ao lado de casa.
Vinha a fumegar, com a pele dourada e estaladiça, e o meu Pai fazia o teste para verificar se o dito estava no ponto de assadura ou não. E a pobre da Preciosa à espera do veredicto. Este teste consistia em colocar um prato por baixo da cabeça do leitão e com a borda de outro prato na vertical colocado no pescoço arrancar a cabeça do dito. Se ela se desprendesse fácilmente, o bicho estava no ponto, senão voltava para o forno. Depois era trinchá-lo e saboreá-lo com a respectiva salada e as batatas fritas fininhas às rodelas bem secas e a indispensável baga da Bairrada.
Depois do almoço, esperavamos durante a tarde a chegada do Padre Vilarinho que levava a cruz a todas as casas, abençoava todos e lá dávamos um beijo nos pés de Cristo com as portas da casa abertas para quem quisesse entrar e lanchar o indispensável espumante bairradino acompanhado por outros petiscos entre os quais o folar barrado com queijo da serra.
Entretanto o meu Pai morreu há 11 anos e a família (chegavamos a sentar 30 pessoas à mesa) foi-se dispersando até que a Páscoa em Arcos acabou-se. Que saudades.........
Perdoem-me este acesso de nostalgia, mas quero realçar que ainda restam algumas tradições, principalmente no norte de Portugal que aliam a quadra religiosa com as tradições gastronómicas que merecem ser vividas e preservadas.
sábado, 11 de julho de 2009
Bifinhos de Porco Enrolados, Recheados de ovos de Codorniz
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Entradas
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Entrecosto
Cá em casa todos adoram entrecosto. Quer seja grelhado na brasa ou assado no forno. Como em minha casa não tenho condições para ter um "barbecue" resolvi fazer assado no forno, temperado como qualquer carne de porco para assar no forno, mas resolvi adicionar ao molho do assado um toque de mel e vinho do Porto para dar o sabor doce que contrasta com a gordura da carne de porco. Ao mesmo tempo juntei umas batatinhas e assei tudo ao mesmo tempo. O resultado foi fantástico e para acompanhar fiz um puré de tâmaras, que digo-vos é uma combinação de comer e chorar por mais.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Tapas
terça-feira, 28 de abril de 2009
Tapas
domingo, 19 de abril de 2009
Arroz de Pato
Esta é uma receita muito popular na casa dos portuguêses e até em qualquer restaurante, tasca ou afins.
Mas eu costumo fazer um pouco diferente do que é costume mas o resultado é excelente e não fica nada a dever ao Arroz de Pato tradicional.
Eu não desfio o pato. Depois de uma corada e de uma breve cozedura, vai a assar no forno até ficar com o aspecto tostado. Depois faz-se o arroz em que se refogam os míudos num fio de azeite e depois coze-se o arroz no molho da assadura.
Por fim, ponho o arroz numa travessa de ir ao forno, coloco o pato cortado ao meio por cima e vai ao forno para uma última tostadela, para dourar e ficar com o aspecto da figura. Depois é só trinchá-lo e saboreá-lo.
Este foi o prato principal do nosso almoço no domingo de Páscoa em casa dos meus sogros no Algarve e garanto-vos não sobrou nada.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Férias da Páscoa
quinta-feira, 26 de março de 2009
Hoje festejo o 1º mês de vida
E para finalizar, um tributo à minha mulher Natália, que foi ela que elaborou uma sobremesa fantástica, que combinou na perfeição com o resto da ementa. É tipo uma musse de leite condensado, com bolacha torrada e natas que é uma delícia e todos comeram até raparem a taça.
sábado, 21 de março de 2009
Bochechas de Porco
Eram uns nacos de carne muito macia estufados em vinho tinto, acompanhados de legumes cozidos ao vapor e arroz selvagem.
Resolvi fazer umas bochechas, mas estufei com vinho branco, ficam com uma cor mais clara e resolvi acompanhar de couves de bruxelas (ao vapor), o que, diga-se de passagem, combina muito bem. Têm uma textura muito macia, suculenta e extremamente agradével ao palato.
Os acompanhamentos podem ser variados, além das couves de bruxelas, fica muito bem com arroz árabe ou selvagem, com puré de batata doce, batata palha, etc.
Exprimente. Os seus sentidos agradecem.
sábado, 14 de março de 2009
S. Valentim
terça-feira, 10 de março de 2009
Dia da Mulher
No domingo, Dia da Mulher, depois de passar 4 dias fora por motivos pessoais (cheguei domingo ao fim da tarde), resolvi fazer uma receita em homenagem às duas mulheres da minha vida, que por sinal devoraram tudo até à última garfada.
É uma receita muito charmosa porque tem um sabor delicado, um aroma sensual e um aspecto muito feminino dada a sua aparência cor-de-rosa. Seria tentado a chamar-lhe “Pink Pasta” visto que é um prato de massa, neste caso spaguetti, mas combina bem com qualquer outro tipo de massa, que é completado com um preparado feito à base de salmão (fresco e fumado).
Com uma textura cremosa das natas, o suave sabor do salmão fresco e o aroma tostado do salmão fumado ao qual juntei o amargo-ácido das alcaparras e o agri-doce dos cornichons picados, resulta numa combinação à qual os sentidos agradecem.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Dia do Pai
Em Portugal, é celebrado todos os anos, em homenagem aos pais no dia de S. José (19 de Março). É neste dia que as crianças fazem prendas nas escolas e oferecem aos pais. Para os mais velhos, é um pretexto para celebrar com o pai e o resto da família com uma refeição especial. [1]
Nesse sentido, apresento aqui uma sugestão para uma refeição em família para celebrar este dia com o lema:
“Dia do Pai: ofereça-lhe um concentrado de sabores”
Uma entrada: Queijo Brie sob cama de endívias, salpicada de amendoas tostadas com um fio de mel;
e para terminar: Peras Bebadas.
Bom apetite
[1] Fonte "Wikipedia"
domingo, 1 de março de 2009
Lacón con Grelos
Há 2 anos, encontrei este prato novamente, na Casa da Galiza em Lisboa, e continuei a achar esta receita fantástica.
Há tempos, comprei um pernil fumado e recriei esta fantástica iguaria. Só não encontrei o chouriço galego, por isso usei um alentejano de boa qualidade.
Para mim, este prato não fica nada a dever ao nosso cozido à portuguêsa. É fantástico. O rosado do pernil com o aroma do fumado, depois de demolhado para perder o sal, acompanhado de batatas e grelos de nabo e chouriço cozidos no mesmo caldo do cozimento do pernil, fazem uma refeição inolvidável.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Rabo de Boi
Esta receita tem uma história muito curiosa. Durante uma semana de férias, na região de Marbelha, na 1ª noite, resolvemos jantar no restaurante do hotel onde ficámos alojados.Ao olhar para a ementa, cheia de banalidades para turista ver, a única coisa que me fez salivar, qual cão de Pavlov foi o “Rabo de Toro”. Nem hesitei, enquanto que o resto da família se quedou por coisas como pizzas, spagetti e afins.
O prato, bem servido, com 3 generosos pedaços do dito, acompanhados por legumes (cenoura e feijão verde) cozidos ao vapor e arroz basmati muito solto e aromático. Foi um festim para as minhas papilas gustativas.
Chegado a Lisboa, não descansei enquanto não consegui comprar o tal rabo de toro ou de boi. Infelizmente a maior parte dos talhos não tem em stock. Só mesmo por encomenda.
Assim que o consegui, pus mãos à obra e tentei recriar aquilo que tinha comido em Espanha. O resultado foi magnífico. Um rabo de boi estufado com cebola, courgete e beringela, em que os legumes juntamente com o caldo da cozedura da carne é passado pela varinha mágica formando um molho, ao mesmo tempo espesso e aveludado, com um sabor e aroma magníficos.
Costumo acompanhá-lo com os tais legumes ao vapor e arroz basmati embora aqui possa haver muitas “nuances”.
Acreditem. Este prato é de comer e chorar por mais. Os sentidos agradecem.
Bacalhau à Lafões
A partir de postas altas, de lasca fácil e demolhado com cuidado para ter sal qb, o bacalhau é panado e assado no forno em vez de frito como os usuais panados.
É uma receita, da qual não sei o origem, visto que, desde que me lembro de ter dentes tive a sorte de apreciar esta receita em casa dos meus pais e sempre com a nota máxima atribuida pelas minhas papilas gustativas.
É um bacalhau panado e assado do forno que usualmente é acompanhado por batatinhas e cebolinhas também assadas que torna esta receita inesquecível.